Coração Valente

Ultimamente, temos visto várias matérias sobre problemas cardíacos em atletas profissionais. No futebol e no vôlei, que são esportes de ampla abrangência, estes fatos infelizes acabam por chamarem ainda mais a atenção para o tema: A importância de se fazer exames cardíacos de rotina em pessoas saudáveis.
É fato consumado. É lógico que a importância de tais exames é notória. O problema é aceitarmos. O problema é pararmos a agenda de trabalho e compromissos pessoais para fazermos os tais exames. O problema é achar que não tem problema…
O coração de um atleta é forte, mas ao mesmo tempo, pode ser enganador. Ele pode expressar diversas modificações morfológicas e funcionais em consequência aos estímulos intensos e frequentes de treinos diários e competições. Segundo os Doutores Armando Machado Filho e Wellington Martins, estes achados muitas vezes podem ser a origem de um sério conflito diagnóstico, pois podem alertar o clínico inexperiente para condições cardíacas que na verdade inexistem, bem como podem mascarar doenças potencialmente letais, cujas manifestações são por vezes sobrepostas com aquelas do coração do atleta.
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Sempre que ouço algum tipo de reclamação vinda de meus alunos relacionada a esta questão, eu questiono: Você tem plano de saúde? Particularmente, eles têm… Então estão esperando o quê para marcarem uma consulta com um cardiologista? Um eletrocardiograma é algo rápido e, tendo alguma necessidade, o médico o encaminhará para a realização do ecocardiograma.
Não deixe para resolver o problema depois de ocorrido. O nosso coração é desafiado diariamente, geralmente bem acima do usualmente requerido por um ser humano comum. O chamado “coração de atleta” é resultado das várias compensações morfofuncionais pelas quais passamos, e muitas das mortes súbitas que temos acompanhado poderiam ser evitadas por um diagnóstico prévio das condições que as causaram.
Marcos Dantas – RunCoach CAFT

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